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Bons hábitos

Rejeição, aceitação e tratamento emocional

A vida pode nos ensinar muitas coisas, mas também pode nos causar dor. A rejeição é dada como um dos maiores danos emocionais que as pessoas podem experimentar. Se ela for experimentado na infância, pode trazer diversas consequências.

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Qualquer tipo de rejeição, independente de ser amor, seu trabalho, amigos, a proposta de um livro, ou qualquer outra coisa, não é algo que deva afetar a sua felicidade. A rejeição não é algo bom e às vezes é impossível de entender, mas não deve ser algo que tire a sua alegria de viver. A realidade da vida é que a rejeição formará parte dela – haverá ocasiões quando a sua candidatura a um emprego, o seu convite para sair, ou as suas ideias de mudança serão rejeitados por alguém, em algum lugar. É saudável aceitar que a rejeição é parte da vida e entender que o que realmente importa é encontrar um caminho para se recobrar e tentar de novo.

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Um exemplo disso pode ser o daquelas crianças que, por inúmeras razões, têm que viver com a situação de um pai ou de uma mãe que os abandona, ou que as rejeitaram em algum ponto de suas infâncias. Essas crianças podem crescer e se tornar pessoas de sucesso, ser brilhantes intelectualmente, no entanto, elas nunca foram capazes de atingir a maturidade emocional. Elas mostram alguma incerteza ao estabelecer relações, e a desconfiança e o medo determinam muitos dos seus comportamentos. Então, como enfrentar tudo isto?

Também não podemos esquecer o sofrimento emocional que enfrentamos quando somos rejeitados por alguém que nos atrai. É claro que, em nossa vida, nem tudo será sucesso e conquistas, mas há algumas pessoas que demoram mais do que outras para enfrentar a rejeição. Pessoas para as quais o tempo parece parar no momento em que recebem um “não”, ou o que é pior, um desprezo do qual não poderão se esquecer.

Estabeleça uma parede de proteção

Temos de ser claros. O que os outros podem pensar de nós é uma coisa, e outra muito diferente é o que nós realmente somos. Podemos ser rejeitados em certas áreas de nossas vidas: no trabalho, no nosso relacionamento… mas uma rejeição não deve ser uma demonstração de nossas limitações. Não devemos racionalizar o que aconteceu como um argumento para nos vermos como alguém que merece ficar sozinho, como uma pessoa com poucas qualidades, desinteressante ou qualquer outra dimensão negativa. De jeito nenhum.

Não é o mesmo dizer “Eu falhei” e “Eu sou um perdedor”. Devemos evitar as atribuições pessoais.Devemos proteger a nós mesmos. A vida certamente trará possibilidades de muitas outras realizações, conquistas, e oportunidades de sermos mais felizes.

A rejeição como um momento de crise a superar

Temos todo o direito de experimentar os nossos momentos de rejeição como um momento de crise pessoal. Ser rejeitado ou abandonado pelo nosso parceiro exigirá de nós um período de luto emocional. Ser demitido de um emprego, uma separação, a morte de um amigo ou de um membro da família, é certamente um momento de dor.

Veja a experiência como o que ela é: uma perda, um momento de sofrimento. Mas este sofrimento deve ser temporário e momentâneo. Um momento para reavaliar a situação, para estar com nós mesmos e refletir sobre o que aconteceu, enfim, aprender com a experiência.

De todas as experiências deve-se tirar um aprendizado. Acima de tudo o que deve ser evitado é a desconstrução de competências pessoais, como “Eu fui rejeitado porque eu não sou atraente o bastante, não sou amigável, inteligente, interessante… etc.”. É um erro muito doloroso. O necessário seria, sem dúvida, retirar as lições a partir da experiência: “Devo procurar um outro tipo de pessoa, mais simples, mais humilde e menos orgulhosa”. “Eu tenho que procurar um emprego onde eu possa ter todas as minhas habilidades e méritos reconhecidos”.

Sentimos a dor da rejeição durante um tempo sim  pois é um momento de introspecção do qual nós devemos sair mais fortes e com bastante incentivo para voltar a “caminhar” pela vida com otimismo.

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Evite internalizar ou levar para o lado pessoal

O Mindfulness nos diz que nós não devemos fugir do que nós sentimos, que precisamos dar forma a essas emoções e saber como descrevê-las. Falar sobre elas. Isto é necessário, para, em seguida, deixá-las ir. Sabemos que fomos rejeitados, mas não deixe que um aparente fracasso se torne uma ferida interna que impede a sua respiração, que impede de seguir em frente.

Essa pessoa que em algum momento de sua vida lhe disse um “não”, é simplesmente “passado”. Você tem todo o direito – e obrigação – de avançar com novas forças, novos projetos e novas esperanças.Não temos que nos tornar vítimas daqueles que nos causaram danos conscientes disto ou não. Precisamos ser heróis de nós mesmos, pessoas capazes de aprender com o nosso próprio sofrimento, pessoas que conseguem transformar a dor em guia, em aprendizado, levando em consideração um horizonte no qual podemos recuperar os sonhos.

Não deixe que a dor emocional provocada pela rejeição o prenda em um momento do passado. A vida avança e nós devemos avançar com ela. A felicidade pode voltar a nos encontrar a qualquer momento.

Imagem cortesia K. Melrose.

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