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Labirintite e Alimentação – Cuidados e Dicas Leia mais

Diferentes tipos de inchaço e inflamação do ouvido interno, um grupo de órgãos que controla o envio de impulsos que são enviados para o cérebro, onde são reconhecidos como som e que ajudam a controlar o senso de equilíbrio, são chamados de labirintite.

O processo inflamatório geralmente é causado por vírus ou, com menor frequência, por bactérias, e os sintomas mais comuns de labirintite incluem perda de audição, vertigem, tonturas, perda de equilíbrio, e náuseas.

Para saber qual é a relação entre labirintite e alimentação, é preciso compreender que qualquer tipo de reação alérgica que provoque irritação ou inflamação no trato respiratório superior pode potencialmente atingir as estruturas internas do ouvido e levar a esta condição.

A labirintite pode variar em gravidade e tempo de permanência dos sintomas, mas precisa ser tratada com atenção. Existe inclusive uma dieta para labirintite, como forma de amenizar os sintomas e evitar alimentos que causem reações alérgicas no paciente.

O que é a labirintite exatamente?

A labirintite é uma inflamação no labirinto, no entanto o termo também é usado para condições diversas relacionadas ao ouvido interno, que podem produzir sintomas semelhantes, mas não têm inflamação associada.

A labirintite pode ocorrer após uma infecção viral ou bacteriana no labirinto do ouvido e geralmente os sintomas cedem por conta própria em até oito semanas. Às vezes os efeitos são mais graves e mais duradouros, o que pode ser debilitante para algumas pessoas.

labirintite

Para entender melhor como ela ocorre, saiba que cada ouvido tem uma complexa e delicada área interna onde, entre outras estruturas, está o labirinto. Este é composto por uma rede de canais interligados, cheios de fluido. Metade do labirinto, a cóclea, tem a forma de uma concha de caracol – Ela envia informações sobre os sons captados para o cérebro. A outra metade, formada por três canais semicirculares conectados a um vestíbulo, é responsável por enviar ao cérebro informações sobre a posição e o movimento da sua cabeça.

Qualquer perturbação no labirinto pode levar informações erradas sobre o seu posicionamento ao cérebro.

Quando as informações do labirinto e dos olhos – que também enviam informações de posicionamento ao cérebro – não coincidem, o cérebro tem dificuldade em interpretar o que está acontecendo, o que leva à sensação de vertigem, ou à sensação de que você está se movendo quando na verdade você não está.

Esta confusão causa tontura, náuseas, vômitos e muitas vezes a pessoa experimenta perda de audição, audição anormal ou zumbido constante no ouvido.

As causas e a relação entre labirintite e alimentação

Nem sempre é fácil determinar a causa da labirintite. A condição pode ter origem em uma doença viral ou bacteriana ou alérgica, por isso o diagnóstico pode ser demorado e, muitas vezes, inconclusivo. A presença de vírus ou de bactérias, ou ainda uma reação alérgica respiratória ou alimentar, podem leva a uma resposta do sistema imunológico do corpo que causa inflamação no ouvido interno e resulta em labirintite.

É por considerar a relação entre labirintite e alimentação que cada vez mais pessoas procuram tratamento na medicina natural ao invés de restringir-se exclusivamente ao uso de medicamentos.

Qual é a relação entre labirintite e alimentação?

Em casos onde sintomas levam ao diagnóstico de labirintite, porém a causa permanece indeterminada, a medicina natural costuma oferecer explicações e tratamentos alternativos, principalmente baseados em uma dieta para labirintite, que pode ser a solução para o alívio de muitos pacientes.

As alergias, especialmente alergias alimentares, podem ser as principais culpadas quando se trata da labirintite crônica. Alimentos como trigo, frutos do mar e produtos lácteos podem causar inflamação, incluindo congestão nasal, urticária ou infecções no ouvido.

Dois estudos realizados pelo Ear Clinic House em Los Angeles descobriram que a eliminação das fontes alimentares causadoras de alergia da dieta pode ter um grande impacto sobre a frequência e a gravidade das tonturas decorrentes da labirintite.

Em um dos estudos, 151 pacientes com labirintite foram testados para alergia alimentar e uma gritante maioria de 92,3% eram alérgicas a um ou mais alimentos. Depois de seguir uma dieta de eliminação, mais de 70% dos pacientes relataram melhora em seus sintomas.

Portanto, pessoas que sofrem de labirintite devem fazer o teste de alergias alimentares, mesmo não sendo considerado comumente nos tratamentos convencionais.

5 alimentos que podem causar problemas no ouvido interno e não devem fazer parte da dieta para labirintite

À parte das pessoas que são alérgicas a grupos alimentares específicos e sabendo que doenças de ouvido não podem ser diretamente associadas aos alimentos, sabemos que certos alimentos podem desencadear ou piorar os sintomas e devem ser eliminados da questão labirintite e alimentação. Entre estes, podemos citar:

  1. Alimentos muito salgados: Alimentos salgados são ricos em sódio, um mineral que influencia na manutenção do equilíbrio de fluidos no organismo. Consumir muito sódio pode aumentar os seus níveis de fluido do ouvido interno, aumentando o risco de vertigem, náusea e desequilíbrio. Para evitar esses riscos é importante evitar alimentos particularmente salgados como batatas fritas, biscoitos industrializados, carnes processadas, molho de soja e alimentos enlatados. Alternativas com baixo teor de sódio incluem pipoca natural, sopa caseira, vegetais frescos e carnes magras;
  2. Doces industrializados: Evitar alimentos ricos em açúcares adicionados também pode ajudar a melhorar o equilíbrio de fluidos do ouvido interno. Entre os alimentos comuns ricos em açúcar estão os doces industrializados em geral, como achocolatados, sobremesas congeladas, caldas, massas prontas para bolos e tortas congeladas. Entre as bebidas podemos citar os refrigerantes, isotônicos, achocolatados prontos e sucos de frutas adoçados. Frutas frescas ou congeladas são alternativas nutritivas para pessoas com labirintite;
  3. Alimentos ricos em tiramina: A tiramina é um aminoácido que desencadeia enxaquecas ou dores de cabeça severas e de longa duração. Os alimentos ricos neste aminoácido também podem interromper a função do ouvido interno, levando a vertigem e outros sintomas da labirintite. As fontes comuns de tiramina incluem queijos envelhecidos, peixe defumado, fígado de galinha, alguns grãos, figos e vinho tinto, de acordo com a central de medicina da Universidade de Maryland. Fontes de proteína com baixa tiramina incluem peixes frescos, carnes magras e tofu;
  4. Bebidas alcoólicas: Considerando que o álcool pode alterar o volume e a composição do fluido do ouvido interno, é indicado evitar todas as bebidas alcoólicas como uma forma de ajudar a controlar os sintomas da labirintite;
  5. Nozes e algumas frutas: Embora as nozes sejam fonte de gordura nutritiva, elas também podem desencadear enxaquecas e causar reações alérgicas agressivas ao ouvido interno. Neste caso, é indicado evitar todas as nozes e produtos que as contenham como barras de chocolate, algumas frituras, sorvetes, tortas e bolos. Certas frutas, incluindo bananas, frutas cítricas e abacates, podem ter efeitos semelhantes dependendo de cada pessoa. Para manter um sistema imunológico forte, consuma uma grande variedade de outras frutas e vegetais como frutas vermelhas, tomates, verduras, pimentão e abóbora.

Tratamentos alternativos complementares aos cuidados com a labirintite e alimentação

Além dos cuidados com a labirintite e alimentação, há uma série de tratamentos alternativos que podem ajudar a reduzir a gravidade dos sintomas e prevenir a reincidência da labirintite. Eles devem ser sempre discutidos com um especialista antes de utilizados.

1. Ervas medicinais

Há uma série de ervas que podem ajudar a proporcionar alívio para os sintomas da labirintite.

  • Echinácea: Esta erva tem propriedades antivirais potentes que podem ajudar na cura de labirintite de origem viral;
  • Gengibre: Estudos mostram que o gengibre pode ajudar na redução da gravidade das náuseas causadas pela labirintite;
  • Ginkgo biloba: Estudos mostram que esta erva pode ajudar na redução das tonturas e na sensação de desequilíbrio durante crises de labirintite;
  • Folhas de Oliveira: De acordo com estudos, estas folhas têm propriedades antivirais que podem ajudar na cura da infecção de origem viral no ouvido interno;
  • Olmo: O olmo pode ajudar a diminuir as náuseas estomacais.

2. Vitaminas 

Algumas vitaminas podem fazer parte da dieta para labirintite proporcionando alívio para os sintomas.

  • Bioflavonoides e Vitamina C: Os bioflavonoides, em conjunto com a vitamina C, têm propriedades antioxidantes potentes que ajudam a conter processos infecciosos.
  • Vitamina A: Estudos mostram que a vitamina A é um antioxidante que fornece um impulso para o sistema imunológico no combate a infecções virais ou bacterianas e também pode ajudar a reduzir inflamações no ouvido médio.
  • Vitamina B6: Esta vitamina ajuda a reduzir as tonturas e náuseas.
  • Vitamina E: Estudos apontam que a ação antioxidante desta vitamina ajuda a acelerar a cura e a reduzir os sintomas gerais da labirintite.

3. Minerais 

Entre os minerais que dão suporte à questão da labirintite e alimentação ressaltamos os seguintes:

  • Magnésio: Este mineral relaxa todos os tecidos do corpo, especialmente os tecidos lisos, de modo que pode ajudar no controle do estresse e ansiedade associados à labirintite.
  • Selênio: Estudos mostram que o selênio é um mineral antioxidante e pode ajudar a estimular o sistema imunológico durante a infecção, o que pode reduzir a gravidade e a duração dos sintomas.
  • Zinco: O zinco pode ajudar a acelerar a cura de qualquer tipo de infecção viral porque é um mineral antioxidante. Ele ajuda a reduzir a gravidade e duração dos sintomas da labirintite.

Outros nutrientes importantes na dieta para labirintite 

  • Ácido alfa-lipóico: Estudos mostram que o ácido alfa-lipóico possui propriedades antioxidantes potentes que estimulam a ação do sistema imunológico e podem ajudar a reduzir a gravidade dos sintomas, em especial quando a labirintite é causada por qualquer tipo de infecção;
  • Alho: Pesquisas apontam que o alho, por seus princípios ativos antivirais e suas propriedades antibacterianas potentes, pode ajudar na cura e redução dos sintomas da labirintite;
  • Ômega 3: O ômega-3 pode ajudar a reduzir inflamações no ouvido associadas com a labirintite e pode também ajudar a se livrar do acúmulo de cera nos ouvidos, que pode causar os sintomas de labirintite.

Referências adicionais: 

Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite 

fonte: mundo boa forma

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